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sábado, 28 de abril de 2018

Agildo Ribeiro morre aos 86 anos no Rio de Janeiro

O humorista Agildo Ribeiro morreu na casa dele no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O ator tinha completado 86 anos na quinta-feira e sofria de problemas cardíacos.
Agildo da Gama Barata Ribeiro Filho nasceu no Rio em 26 de abril de 1932. O pai dele participou das revoluções de 1930 e 1932 e da intentona comunista. Agildo foi educado em colégio militar e chegou a trabalhar como telefonista.
Em seis décadas de carreira, criou vários personagens – alguns com bordões que ficaram famosos – e seu rosto se tornou um dos símbolos do humor no Brasil.
Agildo fez parcerias memoráveis com Paulo Silvino e Jô Soares. Doutor Babaluf foi um dos personagens políticos do humorista que ficou mais famoso. 

Chamado de "capitão do riso", Agildo começou como ator no rádio, mas seu reconhecimento veio com os trabalhos cômicos na televisão. "Virou hábito: eu abro a boca e todo mundo ri. Eu nasci para ser artista", declarou o ator em uma entrevista.  

Seu passaporte para a televisão foi em 1957, com o personagem João Grilo, protagonista da peça "Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna. Também atuou na companhia do ratinho Topo Gigio, personagem de um programa infantil de sucesso na TV no início da década de 1970.

Em "Planeta dos homens" (1976), deu vida ao personagem Aquiles Arquelau, um professor de mitologia apaixonado pela atriz Bruna Lombardi e que chamava o mordomo de "múmia paralítica". Agildo também participou da "Escolinha do Professor Raimundo" (1999) e do "Zorra Total" (1999).
"Minha missão na Terra, vamos chamar assim, é divertir as pessoas, é alegrar, desde a hora que eu acordo até a hora que eu vou dormir", afirmava o ator .
Em 1982, o humorista teve seu próprio programa: "Estúdio A... Gildo". Uma das últimas aparições do ator na televisão foi em um episódio especial de "Tá no Ar: a TV na TV", da Rede Globo, que homenageou grandes nomes do humor.
No cinema, Agildo autou em mais de 30 filmes. "Casa da Mãe Joana" (2008) e "O homem do ano" (2003) foram os trabalhos mais recentes dele na tela grande.

Vocação

Na infância, Agildinho, como era conhecido, se inspirava na realidade para fazer graça. As imitações que ele fazia dos professores eram um sucesso entre os colegas de escola.
"Eu sou muito observador, tenho um ouvido incrível. Tenho mania de imitar os outros, e a imitação é o caminho inicial para fazer um tipo", dizia Agildo.
Em março de 2018, o ator foi homenageado no Prêmio do Humor, evento idealizado e apresentado por Fábio Porchat.
Em 2012, Agildo Ribeiro descobriu que tinha um filho, na época, com 47 anos. Marcelo Galvão é de uma relação de Agildo em 1965. Em um encontro com o rapaz durante o programa "Fantástico", em 2013, o ator descobriu também que era avô de uma menina. 

O humorista foi casado cinco vezes. Entre as esposas, estão as atrizes Marília Pera e Consuelo Leandro. Seu último casamento foi com a atriz e bailarina Didi Barata Ribeiro. Os dois ficaram juntos por 35 anos. Didi morreu em 2009.


sexta-feira, 27 de abril de 2018

A morte de Elke Maravilha

A atriz Elke Maravilha morreu aos 71 anos. Ela estava internada desde o dia 20 de junho na Casa de Saúde Pinheiro Machado, na zona sul do Rio de Janeiro. O irmão da atriz, Frederico Grunnupp, afirmou ao SW que Elke estava em coma induzido após operar uma úlcera duodenal e não vinha respondendo às medicações.
O que é úlcera duodenal?

Trata-se de uma lesão ou ferida que compromete as paredes do duodeno (parte inicial do intestino delgado). Ela pode ser superficial, profunda ou, em casos mais graves, até levar à perfuração do órgão, que fica logo após o estômago.
Causas

De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Brasília Ronaldo Cuenca, as úlceras são causadas pelo desequilíbrio entre a agressão provocada pelo ácido produzido no estômago (que é responsável pela digestão dos alimentos) e o muco produzido pelo corpo para defesa do organismo.

“O ácido faz a digestão dos alimentos e também combate contaminações, então tanto ele quanto o muco são importantes para o organismo. O problema é quando ocorre uma quebra no equilíbrio”, explica Cuenca.

Os principais responsáveis pelo aparecimento de úlcera são as substâncias que aumentam a produção do ácido produzido no estômago. São eles: cigarro, álcool, estresse, grande ingestão de anti-inflamatórios e alimentação ruim.
Grupos de risco

A doença pode surgir em qualquer idade e em qualquer pessoa, mas é mais comum em pessoas mais velhas e que estão mais expostas aos fatores de risco, justamente porque a úlcera é uma consequência dos danos provocados a longo prazo.
Sintomas

O principal sintoma da úlcera no duodeno é a dor de estômago. “O primeiro sintoma que costuma aparecer é a dor no epigástrio, que as pessoas costumam chamar de boca do estômago. Para fazer o diagnóstico da doença, é preciso fazer uma endoscopia digestiva”, explica o cirurgião.Em casos mais graves, a pessoa pode apresentar vômitos com sangue, fezes escuras, sangue vermelho nas fezes e sinais de infecção abdominal, como dor em todo o abdômen e febre. Todos os sintomas são semelhantes ao da úlcera gástrica.
Tratamento

O cirurgião do aparelho digestivo afirma que 98% dos casos de úlcera no duodeno são tratados apenas com medicação. “Esse tipo de lesão não é comum, mas também não é rara hoje em dia. Já existem medicamentos muito potentes que são capazes de resolver o problema. A cirurgia só é indicada em casos graves”, explica.

Segundo o especialista, os indicativos para a operação são intratabilidade clínica - ou seja, o paciente não respondeu à medicação -, hemorragia, obstrução e perfuração do duodeno. “Se houver sangramento, isso vai ser percebido na endoscopia e nós tentamos combatê-lo durante o próprio exame. A cirurgia só é feita quando realmente não existe outra forma de tratar”, enfatiza.
Úlcera crônica

Algumas pessoas têm úlcera crônica, o que significa que a doença surge, é tratada, resolvida e, depois, o mesmo problema voltar a aparecer. Nestes casos, pode ser que as cicatrizes decorrentes das diversas úlceras na mesma região causem uma obstrução duodenal, ou seja, que elas interrompam a passagem.